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Rafael Susskind
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ANPD abre tomada de subsídios para guia voltado a fornecedores de tecnologia no contexto do ECA Digital

A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) anunciou a abertura de uma tomada de subsídios com foco na elaboração de um guia orientativo direcionado a fornecedores de produtos e serviços de tecnologia da informação, especialmente aqueles que operam em ambientes que envolvem dados de crianças e adolescentes, no âmbito do chamado ECA Digital.

A iniciativa tem como principal objetivo coletar contribuições técnicas e jurídicas da sociedade, empresas e especialistas, visando estruturar diretrizes claras sobre como esses fornecedores devem atuar para garantir a proteção de dados pessoais desse público considerado hipervulnerável. O guia deverá abordar aspectos como responsabilidade compartilhada entre agentes de tratamento, princípios de privacy by design e by default, segurança da informação e transparência no uso de dados.

Além disso, a medida reflete um movimento mais amplo da ANPD de antecipar riscos regulatórios diante da crescente digitalização de serviços utilizados por menores de idade, como plataformas educacionais, redes sociais e aplicativos de entretenimento. A construção participativa do documento também fortalece a legitimidade regulatória e aproxima o setor produtivo das exigências legais previstas na LGPD.

Referência:
https://www.gov.br/anpd/pt-br/assuntos/noticias/anpd-abre-tomada-de-subsidios-sobre-o-guia-orientativo-fornecedores-de-produtos-ou-servicos-de-tecnologia-da-informacao-no-ambito-do-eca-digital

Alphabet registra crescimento superior a 20% impulsionado por boom de inteligência artificial

A Alphabet, controladora do Google, divulgou resultados financeiros expressivos, com crescimento de mais de 20% em sua receita, destacando-se especialmente o desempenho recorde de sua divisão de computação em nuvem (Google Cloud). Esse crescimento é amplamente atribuído à forte demanda por soluções baseadas em inteligência artificial generativa, que vêm sendo incorporadas em larga escala por empresas de diversos setores.

O avanço evidencia como a IA deixou de ser apenas uma tendência tecnológica para se consolidar como um pilar estratégico de negócios. Serviços de infraestrutura, processamento de dados e modelos de linguagem estão no centro dessa transformação, impulsionando receitas e ampliando a dependência de grandes provedores de tecnologia.

Por outro lado, esse crescimento também levanta debates relevantes sobre concentração de mercado, governança de dados e uso ético da inteligência artificial. À medida que empresas como a Alphabet expandem sua atuação, aumenta a pressão regulatória global para garantir transparência, segurança e respeito à privacidade dos usuários.

Referência:
https://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2026/04/29/receita-da-alphabet-cresce-mais-de-20percent-com-melhor-trimestre-da-historia-de-unidade-de-nuvem-apos-boom-de-ia.ghtml

Pequenas empresas seguem como principais vítimas de vazamentos de dados e ataques cibernéticos

Relatórios recentes apontam que pequenas e médias empresas continuam sendo os principais alvos de vazamentos de dados e incidentes de segurança da informação. Diferentemente das grandes corporações, essas organizações frequentemente não possuem estruturas robustas de cibersegurança, tornando-se alvos mais fáceis para ataques como ransomware, phishing e exploração de vulnerabilidades.

O impacto desses incidentes pode ser severo, incluindo perdas financeiras, paralisação de operações e danos à reputação. Em muitos casos, a ausência de políticas de segurança, controles de acesso adequados e treinamentos internos contribui significativamente para a ocorrência de falhas.

Especialistas destacam que a adequação à LGPD deve ser encarada não apenas como obrigação regulatória, mas como um mecanismo essencial de proteção empresarial. Medidas como implementação de criptografia, backups regulares, gestão de vulnerabilidades e conscientização dos colaboradores são fundamentais para reduzir riscos.

Referência:
https://minutodaseguranca.blog.br/pequenas-empresas-sao-as-principais-vitimas-de-vazamento-de-dados/

União Europeia pressiona Meta por falhas na proteção de menores em suas plataformas

A Meta, responsável por plataformas como Facebook e Instagram, está sendo pressionada por autoridades da União Europeia devido à insuficiência de medidas para impedir o acesso de crianças menores de 13 anos às redes sociais. As acusações indicam que os mecanismos atuais de verificação de idade não são eficazes e permitem que menores contornem facilmente as restrições existentes.

O caso reforça a crescente preocupação global com a proteção de crianças no ambiente digital, especialmente diante da exposição a conteúdos inadequados, coleta indevida de dados e publicidade direcionada. Reguladores europeus vêm adotando uma postura mais rigorosa, exigindo que as plataformas implementem soluções mais robustas e eficazes.

Esse cenário dialoga diretamente com iniciativas como o ECA Digital no Brasil, evidenciando uma convergência internacional na busca por maior responsabilização das big techs. Conceitos como “privacy by design”, “age-appropriate design” e minimização de dados ganham ainda mais relevância nesse contexto.

Referência:
https://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2026/04/29/facebook-e-instagram-precisam-fazer-mais-para-bloquear-menores-de-13-anos-alerta-ue-em-acusacoes-contra-meta.ghtml

ANPD amplia debate institucional sobre o ECA Digital em parceria com o meio jurídico

Complementando suas iniciativas regulatórias, a ANPD também participou de debates promovidos no meio jurídico, aprofundando a discussão sobre os impactos do ECA Digital na proteção de dados pessoais de crianças e adolescentes. O encontro reuniu especialistas, juristas e autoridades públicas para discutir desafios práticos e caminhos regulatórios.

Durante o debate, foram abordados temas como limites para tratamento de dados, responsabilidade de plataformas digitais, consentimento parental e o papel das empresas no desenvolvimento de ambientes digitais seguros. A participação ativa da ANPD reforça seu papel estratégico na construção de políticas públicas alinhadas à realidade tecnológica atual.

Essa aproximação com o meio jurídico contribui para uma interpretação mais uniforme da legislação e fortalece a segurança jurídica para empresas e usuários, especialmente em um cenário de rápidas transformações digitais.

Referência:
https://www.gov.br/anpd/pt-br/assuntos/noticias/anpd-eca-digital-emerj

A Importância do DPO as a Service na Proteção de Dados

As notícias desta semana demonstram que o avanço tecnológico impulsionado principalmente pela inteligência artificial segue em ritmo acelerado, enquanto reguladores e instituições buscam estruturar mecanismos capazes de garantir segurança, privacidade e proteção de direitos fundamentais. A atenção especial à proteção de crianças e adolescentes, o crescimento das big techs e a vulnerabilidade de pequenas empresas formam um panorama que exige, cada vez mais, responsabilidade, governança e maturidade digital.

Nesse cenário de exposição constante e ambientes digitais complexos, o DPO as a Service surge como uma solução estratégica para elevar o nível de maturidade em privacidade e segurança da informação. O modelo oferece suporte técnico e jurídico especializado, atualização regulatória contínua, atuação preventiva na gestão de riscos e apoio no relacionamento com a ANPD e os titulares de dados. Mais do que atender à LGPD, o DPO as a Service fortalece a governança de dados, protege a reputação institucional e contribui para a sustentabilidade digital das organizações.


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