Notícias de Privacidade e Proteção de Dados

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Rafael Susskind
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Brasil celebra o primeiro Dia Nacional da Proteção de Dados e reforça a importância da cultura de privacidade

Nesta sexta-feira (17), o Brasil comemora pela primeira vez o Dia Nacional da Proteção de Dados, data instituída pela Lei nº 15.254/2025 em homenagem ao professor Danilo Doneda, um dos principais responsáveis pela construção da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). A criação da data representa um importante marco para a consolidação da privacidade como um direito fundamental e para o fortalecimento da cultura de proteção de dados no país.

Para celebrar a ocasião, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) anunciou uma série de iniciativas voltadas à conscientização da sociedade e ao aprimoramento da transparência regulatória. Entre elas, destaca-se a atualização da página da Agenda Regulatória da Autoridade, que passa a oferecer acompanhamento contínuo das atividades normativas e regulatórias desenvolvidas pelo órgão. Além disso, eventos programados para a próxima semana reunirão representantes do setor público, privado, academia e sociedade civil para discutir os avanços e os desafios da proteção de dados no Brasil.

Mais do que uma data comemorativa, o Dia Nacional da Proteção de Dados reforça que privacidade deixou de ser um tema restrito às áreas jurídica e de tecnologia. Em um cenário marcado pelo crescimento da inteligência artificial, da economia digital e do uso intensivo de dados pessoais, a governança da informação passa a ser elemento estratégico para organizações públicas e privadas, exigindo investimentos contínuos em conformidade, segurança da informação e conscientização dos usuários.

Referência

https://www.gov.br/anpd/pt-br/assuntos/noticias/dia-nacional-da-protecao-de-dados-e-comemorado-nesta-sexta-feira-17

União Europeia aceita plano do X para ampliar transparência e fortalecer fiscalização da plataforma

A Comissão Europeia aprovou o plano de ação apresentado pela plataforma X (antigo Twitter) para cumprir as exigências previstas na Lei de Serviços Digitais (Digital Services Act – DSA). A decisão ocorre após a empresa ter sido sancionada, em 2025, por descumprir obrigações relacionadas à transparência da publicidade e ao acesso de pesquisadores a informações da plataforma.

Entre os compromissos assumidos estão a modernização do repositório de anúncios, com mecanismos de pesquisa mais eficientes, divulgação mais detalhada sobre campanhas publicitárias, disponibilização dos dados por meio de APIs e melhoria significativa no acesso de pesquisadores independentes às informações públicas da plataforma. O objetivo é permitir análises mais precisas sobre riscos sistêmicos, disseminação de desinformação, funcionamento dos algoritmos e impactos sociais das redes sociais.

A decisão demonstra o avanço da União Europeia na implementação de uma regulação mais rigorosa para plataformas digitais de grande porte. Ao exigir maior transparência algorítmica e facilitar auditorias independentes, o bloco europeu reforça uma tendência regulatória que vem influenciando diversos países, inclusive o Brasil, onde discussões sobre responsabilidade das plataformas, inteligência artificial e governança digital ganham cada vez mais espaço.

Referência

https://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2026/07/15/uniao-europeia-aceita-plano-do-x-para-aumentar-a-transparencia-da-plataforma.ghtml

Superior Tribunal Militar sofre incidente cibernético e mantém portal indisponível por duas semanas

O Superior Tribunal Militar (STM) confirmou ter sido alvo de um incidente de segurança cibernética que deixou seu portal institucional indisponível por cerca de duas semanas. Embora o órgão tenha informado que equipes técnicas seguem trabalhando para restabelecer completamente os serviços, o episódio evidencia a crescente exposição de instituições públicas aos riscos de ataques digitais.

Até o momento, não foram divulgadas informações indicando comprometimento de dados pessoais ou de processos judiciais. Ainda assim, a interrupção prolongada dos sistemas demonstra que incidentes cibernéticos podem impactar diretamente a disponibilidade de serviços essenciais, afetando cidadãos, advogados e demais usuários que dependem do acesso às plataformas digitais do Poder Judiciário.

O caso reforça a importância de investimentos contínuos em cibersegurança, planos de resposta a incidentes, continuidade de negócios e estratégias de recuperação de desastres. Em um contexto de transformação digital acelerada, proteger apenas a confidencialidade das informações já não é suficiente: garantir a disponibilidade e a integridade dos sistemas tornou-se igualmente essencial para assegurar a prestação de serviços públicos e preservar a confiança da sociedade nas instituições.

Referência

https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/07/15/stm-sofre-incidente-de-seguranca-cibernetica-e-portal-esta-fora-do-ar-ha-2-semanas.ghtml

China proíbe aplicativos de relacionamentos com IA para reduzir riscos de dependência emocional

A Administração do Ciberespaço da China anunciou novas restrições que proíbem aplicativos voltados à criação de parceiros românticos totalmente baseados em inteligência artificial. Segundo as autoridades chinesas, a medida busca evitar o desenvolvimento de dependência emocional entre usuários e sistemas de IA, especialmente entre jovens e pessoas em situação de vulnerabilidade psicológica.

Nos últimos anos, plataformas capazes de criar companheiros virtuais altamente personalizados ganharam popularidade ao oferecer conversas contínuas, demonstrações de afeto e interações cada vez mais humanizadas. Para o governo chinês, entretanto, esse tipo de tecnologia pode gerar isolamento social, manipulação emocional e impactos negativos à saúde mental, exigindo maior supervisão regulatória.

O episódio amplia um debate que vem crescendo mundialmente: à medida que modelos de inteligência artificial se tornam mais sofisticados e emocionalmente convincentes, surgem novos desafios éticos relacionados à transparência, autonomia dos usuários e responsabilidade dos desenvolvedores. A discussão deixa claro que a regulação da IA não envolve apenas proteção de dados e segurança, mas também questões ligadas ao bem-estar psicológico e aos direitos fundamentais.

Referência

https://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2026/07/15/china-proibe-namorados-criados-por-ia-para-evitar-dependencia-emocional.ghtml

Reino Unido estuda ampliar restrições ao uso de redes sociais por adolescentes

O governo do Reino Unido avalia novas medidas para limitar o acesso de adolescentes às redes sociais como parte de uma estratégia mais ampla de proteção de crianças e jovens no ambiente digital. Entre as alternativas em discussão estão limites de tempo de uso, restrições ao acesso durante determinados períodos do dia e mecanismos mais robustos de verificação etária.

A iniciativa surge em meio ao aumento das preocupações relacionadas aos impactos das plataformas digitais sobre a saúde mental, exposição a conteúdos prejudiciais, coleta excessiva de dados pessoais e funcionamento dos algoritmos de recomendação. Autoridades britânicas defendem que empresas de tecnologia assumam maior responsabilidade na criação de ambientes digitais mais seguros para usuários menores de idade.

O debate acompanha uma tendência observada em diferentes países, que buscam equilibrar inovação tecnológica com proteção de direitos fundamentais de crianças e adolescentes. Além da proteção de dados, a discussão envolve governança algorítmica, transparência das plataformas e dever de cuidado das empresas responsáveis pelos serviços digitais.

Referência

https://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2026/07/14/reino-unido-restricao-redes-sociais-jovens.ghtml

“Necromancia digital”: inteligência artificial recria pessoas falecidas e levanta dilemas éticos

O avanço da inteligência artificial generativa vem permitindo a criação de representações extremamente realistas de pessoas já falecidas, fenômeno que passou a ser conhecido como “necromancia digital”. Utilizando vídeos, fotografias, gravações de voz e grandes volumes de dados pessoais, empresas têm desenvolvido sistemas capazes de simular conversas, reproduzir comportamentos e criar avatares digitais que imitam indivíduos mortos.

Embora algumas famílias enxerguem essas tecnologias como forma de preservar memórias ou enfrentar o processo de luto, especialistas alertam para importantes riscos éticos e jurídicos. Questões relacionadas ao consentimento do falecido, aos direitos da personalidade, à proteção de dados, ao uso comercial da imagem e aos possíveis impactos emocionais sobre familiares ainda permanecem sem respostas definitivas em diversas jurisdições.

O tema evidencia como a rápida evolução da inteligência artificial desafia os marcos regulatórios atuais. Além da discussão sobre propriedade dos dados e responsabilidade das empresas, cresce a necessidade de estabelecer parâmetros claros para o uso ético dessas tecnologias, conciliando inovação, respeito à dignidade humana e proteção dos direitos fundamentais.

Referência

https://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2026/07/14/necromancia-digital-como-a-ia-esta-recriando-pessoas-mortas-e-dividindo-opinioes.ghtml

A Importância do DPO as a Service na Proteção de Dados

As notícias desta semana evidenciam que a privacidade, a proteção de dados e a governança digital seguem no centro das transformações tecnológicas e regulatórias. A comemoração do primeiro Dia Nacional da Proteção de Dados reforça a consolidação da cultura de privacidade no Brasil, enquanto a União Europeia avança na exigência de maior transparência das plataformas digitais. Ao mesmo tempo, o incidente cibernético no Superior Tribunal Militar evidencia a importância da resiliência e da segurança da informação para a continuidade de serviços essenciais. No cenário internacional, as discussões sobre inteligência artificial ganham novos contornos com a proibição de relacionamentos virtuais baseados em IA na China, o debate sobre a recriação digital de pessoas falecidas e as propostas do Reino Unido para ampliar a proteção de crianças e adolescentes nas redes sociais. Em conjunto, esses acontecimentos demonstram que o avanço tecnológico precisa ser acompanhado por mecanismos robustos de governança, segurança, ética e proteção dos direitos fundamentais.

Nesse cenário de exposição constante e ambientes digitais complexos, o DPO as a Service surge como uma solução estratégica para elevar o nível de maturidade em privacidade e segurança da informação. O modelo oferece suporte técnico e jurídico especializado, atualização regulatória contínua, atuação preventiva na gestão de riscos e apoio no relacionamento com a ANPD e os titulares de dados. Mais do que atender à LGPD, o DPO as a Service fortalece a governança de dados, protege a reputação institucional e contribui para a sustentabilidade digital das organizações.


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